Postagens

Ausência sentida

Imagem
Precisava de um encontro. Abriu a porta e saiu. Já tinha destino certo. Ver o pôr do sol no seu parque preferido, de frente para uma lagoa. Sentou-se à espera daquela que, há algum tempo, sentia falta: sua própria essência. Outras companhias tinham estado com ela  nos últimos meses, menos a mais importante… Medo, angústia e inquietação  eram as mais recorrentes.  Compareciam como trombetas anunciando que alguma coisa  estava acontecendo – mesmo que não soubessem o que… Cabia, então, a ela mesma descobrir o que se passava. De tanto procurar o que havia de errado, deu-se conta de uma ausência sentida: sua identidade. Tratou de buscar maneiras de resgatá-la. O desafio era juntar os pedaços espalhados por vários lugares e sentir-se inteira novamente. Um exercício que duraria um tempo que não sabia quanto ao certo, mas precisava começar… Onde mais estariam os seus pedaços? O que havia provocado tal desintegração? Estava prestes a descobrir.

Contemplação

Imagem
Foto: Pexels Parecia ser o que buscava há tempos: ter tempo para pensar e refletir nas  primeiras horas do dia. Organizar as ideias e os pensamentos. para não ser levada pela maré dos outros. Seguir seu próprio rumo a partir da conexão consigo mesma Tal exercício de afunilar a vida para o que realmente importa, a estimula a trilhar pelo caminho  do essencialismo.

Ajustando as velas

Imagem
Foto: Pexels Por um momento percebeu que havia perdido sua bússola e não sabia mais para onde ir. Para a sua sorte, o mar estava calmo. Aproveitou aquela serenidade para repensar o caminho que havia feito até ali. Sem a bússola para saber o caminho a seguir, apostou nas batidas que pulsavam por vivacidade. Ajustou as velas e seguiu as batidas sussurradas que ecoavam no vazio do momento.

Voltando ao eixo

Imagem
Foto: Pexels Era segunda-feira, início da noite. Estava tomando banho quando foi “assaltada” de súbito por uma recorrente sensação incômoda que nunca sabia nomear. Medo era o nome mais próximo que conseguia definir, mas não tinha muita certeza.  Então, recorreu a metáforas. Aos poucos, tal sensação começou a ganhar formas no seu imaginário. Eram rochas que apareciam do nada querendo impedir o curso do rio. O rio era ela mesma querendo fluir, mas não conseguia – o que a fazia sentir-se impotente, frustrada e angustiada. A essa altura já tinha tirado da gaveta um dos seus cadernos de anotações aleatórias e colocado no papel aquelas impressões. Estava mais calma. Com isso, lembrou de algumas palavras cantadas que tinham a ver com aquela narrativa que acabara de escrever. Fez uma busca na internet até encontrar tal melodia. Deitou no sofá, fechou os olhos e se deixou tocar por aquele canto. Tais palavras cantadas jorravam feito corrente unindo-se ao rio que há poucos minutos estava sen...

Retrato

Imagem
Foto: Pexels É sobre intensidade. O copo está sempre cheio de alguma coisa. Por isso, transborda. Pingos de lágrima falam por si. Alegria ou tristeza aformoseia o rosto. Não tem meio termo. Não tem disfarce. Não consegue falar, só expressar. Por isso, ninguém entende. Nem precisa. O conflito é interno . E ninguém tem nada a ver com isso. Só precisa encontrar um jeito. De processar o que se passa dentro e fora.

Rabiscos

Imagem
Foto: Pexels Tinha compulsão por espaços em branco. Acreditava que eles tinham que ser preenchidos. Por isso, guardava tantos papéis à espera de completar os rabiscos. E dar sentido aqueles escritos. Para, então, se desfazer deles. Parecia querer emoldurar as palavras rabiscadas. A fim de eternizar seus significados.

A voz da esperança

Imagem
Foto: Pexels Podia ouvir a esperança na própria voz. Na voz sussurrada da consciência.  Estava cansada dos dias tabelados. Ansiava por novidade de vida. Por sentidos em cada respiro. Estava convicta, mas ao mesmo tempo angustiada p or se sentir sozinha naquela busca. Estudava maneiras de transpor tal insatisfação p ara colocar em prática seus novos anseios, s em depender da vontade ou compreensão d e outrem. Havia parado de se culpar por suas esquisitices  – u m grande passo na sua nova jornada e  que a fazia sentir-se livre d aquelas correntes invisíveis. Liberta do cativeiro, e stava disposta a explorar o desconhecido s em medo do que iria encontrar. Guiada pela voz da esperança.
Minha foto
Maiara Pires
Jornalista, escritora, produtora de conteúdo multimídia, despenseira da graça de Cristo e embaixadora do Reino dos Céus. Escrevo para desenvolver pessoas e a mim mesma e para difundir a sabedoria do alto. Saiba mais: https://linktr.ee/maiarapiresescreve