Abraçando a paz
Foto: Arquivo pessoal Percebeu pequenas evoluções na construção de si. Aos poucos conseguiu enxergar seus feitos e não mais se depreciar. Desacelerou. Parou de correr e andou. Viu flores no caminho. Apreciou. Achou lindo. Tirou o peso do passado. Limpou os entulhos da alma. Ficou leve. Sentiu alívio. O que antes a fatigava, hoje não mais a abala. Não é frieza, apenas mudou a percepção. Olhar tudo com bons olhos lhe pareceu mais inteligente do que brigar com a razão. Abraçou a paz. Com as novas lentes, agora vê os desafios, ou o que lhe soa desagradável, como trampolim para o próximo nível. Olhou para dentro. Observou. Se impactou, mas gostou do que viu: pequenas, mas significativas revoluções internas. Decidiu silenciar algumas vozes e também conversar com elas. Passou a questioná-las. Percebeu que o instinto de proteção dessas vozes, na verdade, a mantinha ancorada nas incertezas. Agora, quando elas aparecem, avalia racionalmente o que fa...